sexta-feira, 10 de julho de 2009

O ano ainda nem terminou e 2009 já desponta como um importante marco da história da humanidade, ano em que tivemos a posse de um negro, eleito pelo povo, para ocupar a presidência dos Estados Unidos da América, confirmando a frase “ Sim, nós podemos” (Slogan da campanha de Obama).
Ano que relembrou a esperança do fim da era da Grande Depressão (iniciada em 1929) , hoje se convencionou chamar de Crise Mundial, porém, agora, sem figurar no horizonte um conflito armado mundial, ou a terceira guerra mundial, apesar de que voltamos a temer a ameaça nuclear vinda do oriente - a Coréia do Norte afirmou que não vai abandonar o seu programa nuclear, Pyongyang passa a ser visto como o mais novo “tirano louco” da história.
Um ano em que tivemos acidentes aéreos de proporções nunca dantes vistas que abalaram o mundo pela velha sensação de impotência diante da tragédia, agora envolvendo o conjunto das mais altas tecnologias do mundo pós-moderno.
Um ano que também está sendo marcado por uma “revolta” jovem no mundo árabe, particularmente no Irã, após as eleições que mantiveram Ahmadinejad no poder , a reação pode ser vista até nos atos de rebeldia das oprimidas mulheres iranianas que resolveram por à mostra os cabelos e adotar o uso de lenços coloridos em substitução as burcas pretas.
Sem dúvida, não podemos esquecer, ou melhor não há como não aceitar, 2009 será lembrado como o ano da morte de Michael Jacskon – o Rei do Pop, e ironias à parte, os acontecimentos que vem precedendo o seu funeral já estão concedendo-lhe o título de “O maior Espetáculo da Terra!”.
Ano que, inacreditavelmente, nos permitiu visualizar um cenário anacrônico - O golpe em Honduras. O mais inacreditável neste ato foi que o golpe surgiu da socieade civil, dos poderes legislativo e judiciário que convidaram os militares a fazer parte desta empreitada (golpe civil-militar), num país que se acreditava ter a democracia consolidada. Este episódio configurou, na realidade, um descontentamento com uma oposição à ALCA, ou seja uma retaliação, da aproximação hondurenha da venezuela e da chamada Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA).
Ano que reservou o “reconhecimento da importância dos países emergentes”, sim, e esta página responde a dúvida do fim do século XX: Quais os rumos da humanidadeno limiar do século XXI? E sabemos que sem a participação das economias emergentes o crescimento econômico não ocorrerá, e o melhor, existe uma grande possibilidade de desenvolvimento e uma grande tendência destes emergentes passarem a intermediar a paz no Oriente Médio.
Observemos, com a devida atenção, o fato de que 2009 está fechando a primeira década do século XXI, e para aqueles que um dia visualizaram o fim da História, nos anos de 1990, este ano está repleto de acontecimentos épicos, e tragédias à parte, dignos das mais belas páginas da complexa História Humana, e a meu ver, parece que estamos com o livro aberto e prontos pra escrevermos, agora com mais sucesso, o primeiro parágrafo do Terceiro Milênio.