terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Mil palavras em uma imagem...ou vice-versa...ouvisse...versa...

domingo, 1 de dezembro de 2013

Insônia



I
Foi por ficar seguindo a lua
Que andei, vaguei e perambulei por aí
Fiz amigos no meio da rua
Vendo tudo se transformar
Água tornando-se poeira
Lágrimas virando mar
Mas existem corações
Humanos corações, alguns de pedra
E até de onde menos se espera
Com um pouco de sorte
O que já não era falível, também erra
Essa foi uma das conclusões
Somos seres de imperfeições

II
O sol brilhando na janela
Olheiras e insônia
De inverno a primavera
uma vida inteira a procura
o melhor sinônimo pra quem espera
Que tudo seja desfeito
pacientemente refeito
Até que o ódio não mais seja aceito
E  um pingo de respeito
Venha a "desazedar" toda a mistura
de sangue, suor e lágrimas
que doeu em mim
que um dia doeu em você
O bem sofrer e o mal sofrer
É melhor o bem querer

III
O ponto final do sofrimento
Sempre será um sorriso sedento
Que diz : já passou!
Na busca pelo tempo perdido
Descobrimos que dores são milagres latentes
Tocam fundo o ser de qualquer um de nós
Faz virar gente, verdades e histórias
E os vencedores são aqueles
Que revisando corações em mentes
Foram capazes de transformar
Violência em paixão.

( Ulisses Tavares Neves )

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Alma Liberta




Abra seus olhos
Eles são o espelho da alma
olhos fechados
alma aprisionada
Prisões podem ser perpétuas
Mas é imortal
E infinita
A alma pra quem a liberta.

(Ulisses Tavares Neves)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

No Reino de Ítaca

A Paciência poderia ser
O exercício da moda
Teríamos bons resultados
Diminuiríamos as diferenças
Encontraríamos um tempo
Uma medida, uma dose
De tolerância
Não sei o que será do amanhã
Não tenho datas
Nem paradeiro
Não sei onde está
Nem se está perto
Ou longe
Sei que existe
Não sei como se chama
Sei que é chama
E eu a chamo
Esperança

(Ulisses Tavares Neves )

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Mundos Habitados

Não viva pra ter
Viva pra ser
Seja
Não procure evitar
Quem deseja sua presença
Amar não combina com ofensas
Não precisa se apaixonar perdidamente
Ser amigo, não ofende
Quem foi que disse que é você
O mais importante
O mais inteligente
O mais bonito
Pouco importa se é  mais rico
Sozinho não somos nada
Lembra que no dia em que sentimos medo
Tudo o que queremos é ter alguém por perto
Para sermos fortes
Precisamos uns dos outros
Somos coletivos, embora individualidades
Somos a soma do passado de alguém
E nosso futuro é estar em toda parte
Mundos habitáveis
Somos nós os habitantes.
(Ulisses Tavares Neves)

domingo, 4 de agosto de 2013

O Açúcar


Dizem:
A união faz açúcar
Concordo!
Açúcar adoça a vida
A doçura lembra afabilidade
Afabilidade e doçura
Lembram amor
Amor  é tudo
Pois quem se lembra dele
Mais cedo ou mais tarde
Vai descobrí-lo
Sabendo que tudo o que importa
É amar.
Uni-vos

(Ulisses Tavares Neves)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Rascunho



Toda a vida é uma lição de vida
Esperando para ser passada a limpo
queremos um passado limpo
mas erramos em nossas escolhas
Quando percebemos já não é possível
E tudo o que temos é um punhado de folhas
Um bocado de coisas
motivos amontoados
E, ah! As intenções!
Há intenções boas
Assim como aprendemos que deve ser no inferno
Um para cada um de nós com nossos entulhos
Vamos passar uma borracha
todos dizem isso pelo menos uma vez na vida
E ao olhar para trás, para o trabalho realizado
O passado está todo rasurado
Menos se quase esculpido, como em um velho papiro.
Uma obra exótica de arte da antiguidade
Em nosso tempo, mais do que mais moderno
Não há culpa nas linhas do caderno, são retas demais
E o passado, esse amigo com quem dividimos intimidade
Não pode ser apagado, mas tende a ser esquecido
Ilustre desconhecido e cheio de "Dejà vu"
Tão frequentes como os arrependimentos
É responsável por todo o nosso aprendizado
Só é sábio quem já errou
 Erros são sempre frisados, marcados para a revisão
Tente aprender
Já tivemos o Melhor dos Mestres
Mas não demos a devida atenção
Vamos passar uma borracha...
...Faça a sua reflexão
Passado a limpo
Todo futuro é limpo
Não existe o "ser sem futuro"
E ser passado é o futuro de todos os seres
Velhos!
Quem de nós enquanto vivos não é apenas um rascunho?



(Ulisses Tavares Neves)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ensaio do amanhã



No deserto areias mudam de lugar
eu ando em um Andaluz
Estrangeiros, forasteiros e passageiros
Somem, ficam para trás
Não há nativos e somos estranhos
Porém, estamos adaptados
Poeiras correm comigo
Suspensas como o perigo
Que anda lado a lado
Rajadas de vento abrandam o calor
Não percebo, mas pisco
E sempre o cenário muda
O verde vem misturado ao azul
é tomado por um tom dourado
O céu se abre em constelações
A escuridão espalha-se pelo chão
A óptica não é ilusão
É sonho e semiótica
Simbioses de futuros que virão a ser realidade
Hora de retornar, acordar mais uma vez
Após resgatado, já não há tempo perdido
O dia é revelado, não há mistério
O sono é um ensaio do amanhã
Por isso, Inconscientemente, sabemos o que fazer
Já não temos mais medo


(Ulisses Tavares Neves)







quinta-feira, 27 de junho de 2013

Diferenças e Desavenças


Há um projeto maior
Mais do que fronteiras e bandeiras
maior do que territórios
Não se pode negar
Vai acontecer um dia
pois de nada adiantam
diferenças e desavenças
Só a vida importa
Só a possibilidade da vida
Este dia virá quando alguns de nós, perdidos
desejar um reencontro 
Com um ser que se possa chamar - humano
Homem ou mulher, de qualquer lugar
Nesse dia seremos um só povo
Se achássemos vida em planetas
nas zonas habitáveis
O que importaria ?
A vida em si, diferenças ou desavenças?
A sombra humana projetada no chão
não tem raça, casta ou crença
é somente a sombra de alguém

(Ulisses Tavares Neves)















sábado, 22 de junho de 2013

Despertar


Separar o que é real, do sonho! 
Poesia ou meio de vida?
Há quem diga : ambos!

Um livro ou um violão?
Tudo depende da hora
O que tocar o coração

Será sempre
A melhor opção.


(Ulisses Tavares Neves)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Cascatas de Escadas


Como palavras brandas são?
São como pão
Servem de alimento, acalmam nervosas mãos
Trêmulas, vingativas e raivosas mãos
Como mãos desesperadas
De quem tem fome
Famigeradas mãos
"Titânicamente" falando - Fome de quê?
Palavras tem poder
E tiram tal poder do alimento
São pura energia,em  minha opinião
Colocamos intenções em verbos
E o que dissermos
Conforme o poder, ficará ou passará
E ficarão como águas empossadas das lagoas
ou passarão as mágoas
como as águas das cascatas das escadas
"Numa boa!"
Também a sede passará
A chuva não incomodará
A chuva molha
O molhado seca
A fome passa
E o ofensor uma vez que perdoou
Pelo magoado, também será perdoado
Tudo vai passar.

(Ulisses Tavares Neves)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Bate-Papo


Desista de ser chato
acredite, não vale a pena
Pare de tentar
É fácil, mais até do que se possa imaginar
Escolha alguma coisa para se distrair
Pode ser um hobby
Porém, dedique-se só de vez em quando
Porque senão...Fica chato também
Não pense que há uma conspiração
acredite, não vale a pena
Conspirações são chatas
E não há ninguém a ser deposto
Nada a ser destruído, perseguido ou sei lá
Deixe a pessoa pra lá
Ela nem sabe o que você quer
e nem interessa a sua opinião
Aliás, ninguém pediu
Além disso, não importa
Deixe de ser chato
Ande descalço e suje os pés
Depois, é só lavar
Beba um pouco d`água
Compre um pacote de biscoito e coma todo
Pare de pedir dos outros
Não buzine quando o sinal abrir
Ainda mais se estiver na terceira fila
O problema é seu se você anda de bicicleta
Mas, não se esqueça que existem pedestres
Ah! O voto, opiniões e certos gostos
São coisas pessoais mesmo, não tem jeito
Algumas atitudes são mesmo pecado
Já outras, outras não
você não é obrigado a convencer ninguém de coisa alguma
Observe o termo usado - Obrigado!
Por favor também se usa
Com licença e desculpas
E se não for pedir demais
aceite o fato de estar errado algumas vezes
No mais é viver em paz
Principalmente consigo mesmo.

( Ulisses Tavares Neves)






quarta-feira, 22 de maio de 2013

Um Jogo de Tabuleiro

                                 
                               
                                         I

Um jogo de tabuleiro
Quem quer um mundo pequeno?
Miserável por fora
Exótico, excêntrico e milionário por dentro?
Seu interior egoístico
Um misto de felicidade repentina
Efêmera realidade volúvel
Concretamente solúvel
Transformando corações em pó
Mundo próspero de alguns
Sordidamente atualizado
Apenas no rolar dos dados
Seus senhores, permanecem olhando seus castelos
Esses reis e rainhas, melhor que fossem de baralho
Assim sendo, possível seria descartá-los
Na próxima jogada, dessa mesma rodada
Qualquer um faria.

                                      II
Novas velhas cidades reprojetadas
Mas, não acredito na paisagem futurística
Acredito no contraste abissal
Entre a miséria humana e as cifras
É apologia ao holocausto
É perpetuação doentia
Genocídio como forma de política
Quanto vale um grão, um punhado de arroz?
Uma gota, um pouco de água?
Talvez, valha uma vida
Aquela esquecida em uma aldeia moderna qualquer
Na estação urbana do lixo humano
Onde se redescobrem de forma singela
Um novo laboratório cultural, na vertente da reciclagem
Ou simplesmente - Favela!

                                     III

Na fronteira da tecnologia e da agonizante respiração
de quem tomba por falta de um farelo de pão
Antropologia antropocêntrica?
Nem sei se existe
Do centro de quem?
Não tem que diga
Do mundo de quem?
Não sei, mais uma vez
Da riqueza de quem?
Sinceramente, não sei
Da falência e da vergonha de todos nós
Cada dia uma moeda de troca
Prosperidade é verdade!
Todavia, a miséria e a exploração
não saem de moda.

                                          IV

Temos uma carta
Chamem um flautista!
Queremos que acabem com os ratos
Esses ratos com rostos e corpos humanizados
Que deveriam ser levados para fora da cidade
Mas eles tem mandato, imunidade e foro privilegiado
E por precaução, mandaram matar flautistas
E se apossaram das flautas mágicas também
Só gostaria de lembrar que sonhos nascem a cada dia
E quando amadurecem, quando chega a hora da colheita
O que se colhe é a realidade sonhada
E tenho boas notícias
Há tempos sonhamos com a igualde
Quem sabe chegou a hora da colheita?

( Ulisses Tavares Neves)




quinta-feira, 16 de maio de 2013

Se lembra aí?




Eu vou vivendo. Todo o dia, quando nasce o sol, já não se ocupa mais o mesmo espaço. Tudo é expansão e movimento. Silêncio, irmão! Ouça a batida do teu coração. É cadência, passo por passo, cruze as ruas da chamada violência. Da i m p a c i ê n c i a soletrada de cada dia, onde quem não sonha vira o passageiro da própria agonia. Então, sorria! Desça do ônibus, enxugue as lágrimas e se dê por satisfeito, é amigo! existe o perigo...abra seus olhos, feche os ouvidos,siga ouvindo a cadência, a batida vem do peito! É tipo bitbox, é samba, rock, tudojunto, reggae, hip-hop, o som é teu. Não tá ouvindo, amigo? Algo de errado não está certo! Apressa o passo, do contrário, você se perdeu! Se lembra aí? Já morreu...minha boca, sou eu.

( Ulisses Tavares Neves )

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aprender





Um passo
Um descuido
Uma pedra
Uma queda
Uma ferida
Um estrago
Um disfarce
Uma desculpa
Um esconderijo
Uma prisão
Uma ilusão
Um engano
Um arrependimento
Um plano
Uma fuga
Um sim
Um não
Um talvez
Um despertar
Um compreender
Um aprender
Várias vidas

terça-feira, 16 de abril de 2013

O Dia Indispensável


Se é o Amor o primeiro mandamento
Sendo o ódio o seu oposto
É com muito gosto que se conclui
Que o lugar dele será sempre o último
Até o dia que desistirmos de atribuir-lhe
Qualquer prioridade.
Neste dia, desaparecerá o desgosto
A amargura, a decepção
O ódio ganhará um status - Deposto!
Poderemos enfim compreender
Ver tudo de uma forma diferente
E até o cáustico, o adstringente
Verá o seu antigo conceito desaparecer
Será visto como suave essência
Para diluir os males
Mudando a sua natureza
Dando um amplo sentido à sua existência
Agregando-se a ele o conceito
Feito para se obter pureza...
Será o fim das vinganças e retaliações
No espaço atualizado
Por uma e por outra rotação
Todas de igual importância
Que juntas eclodirão
Naquele que será chamado
O Dia da recriação
Não haverá o primeiro
Não haverá o último
Só haverá o único
Por ser indispensável

( Ulisses Tavares Neves )

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Viuvez



Quando você diz o que sente
Não falo de amor
É o dia a dia
A palavra libertadora
Rompe a inércia
Dá-se o disparo
Tem-se a repercussão
Vaias e aplausos
Elogios rasgados
E críticas negativas
Rasgue os elogios
Acautele-se com os críticos
Estes últimos serão sempre
Os seus maiores fãs
Esperarão sempre mais de você
Os papéis picados dos elogios
Recicle-os, está na moda
E realmente faz bem, a reciclagem.
No final, tudo será oportunidade de melhoria
Melhor não se envolver
Em questões vaidosas
Apenas se lembre que a vaidade existe
E não quer se casar
Nunca esqueça que ela destruirá
Qualquer um que desejar possuí-la
Isso é certeza
Essa verdade nunca vai mudar

( Ulisses Tavares Neves)


domingo, 14 de abril de 2013

Sorrisos, Abraços e Perdão (Ouro, incenso e Mirra)



Sabedoria não se aprende na Escola
Aprende-se na vida
Esta casa está cheia de vida
Vão, todos vocês!
Busquem o bem viver
Todos os dias
A sabedoria é saber o sim e o não
transformados em talvez
e o talvez em reflexão
Reflexão que faz bem ao coração
Ao corpo e ao espírito
É o amor e a razão
Sabedoria é a herança
Que se deixa hoje, ao irmão de amanhã
Para, quem sabe, um dia!
Transforme-se em abraços
Em convivência sadia
Em só, e somente só, risos!
Sorrisos, abraços e perdão.

( Ulisses Tavares Neves)

Para refletir:
Dizem que um sorriso vale ouro!
Um abraço, envolve-nos e tranquiliza-nos como um incenso...
A mirra é o símbolo do perdão.
Não sou um Rei Mago. Mas, é o que eu tenho para oferecer.
Obrigado por ler o meu Blog.

(Ulisses Tavares)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nada para no tempo.


Era o dia
Aquela noite
Sempre será
Nunca é tarde
E quem parou
Quem não parou
Passo a passo seguiu
O Passado ultrapassou
O ultrapassado passado
Ultra passado
Qualquer que seja
Não voltará
Não...
Voltará!

(Ulisses Tavares Neves)




quarta-feira, 27 de março de 2013

Será verdade?



Verdades ocultas?
Verdades do mundo
Verdades da Vida?
Verdades do Amor
Verdades doces?
Verdades em cifras
Verdades incontestáveis?
Verdades da Fé
Verdades deturpadas?
Verdades não ditas
Verdades na cara?
Verdades e mentiras
Verdades em frases?
Verdades empíricas
Verdades em poucas palavras?
Verdades
Verdades ou mitos?
Verdades nada mais
Verdades pra quê?
verdades para por um fim

( Ulisses Tavares Neves )

terça-feira, 26 de março de 2013

Quebras a cabeça?



Não é fácil conviver com tantos problemas, é verdade. Problemas próprios e alheios, de todos os tipos e de gravidade variável. Entretanto, são os problemas o reflexo dos nossos atos nesta ou em outra encarnação, são rastros que deixamos no tecido da matéria, no tempo e no espaço, como resíduos que contaminam a terra, a água, o ar e , por consequência, o nosso espírito, que nestes meios está  imerso.
No princípio, a visão simplória das nossas vidas apontava tão somente para as nossas necessidades mais básicas. A questão da sobrevivência e da possibilidade da existência de nossas vidas era a maior das tarefas que carecíamos empreender, para subsistir com as demais criaturas e habitar os espaços terrestres.
Mas a necessidade do homem é diretamente proporcional ao tamanho do seu ego, e na possibilidade de estabelecer uma relação baseada em necessidades materiais, não viu ,a criatura, o surgimento da pior de suas criações, a hierarquização da sociedade, baseada exclusivamente na relação de poder, ligada ao acúmulo daquilo que se convencionou chamar de “riquezas”, e a consequente inversão de papéis – O homem passou a ser servo de suas necessidades, deixando de controla-las.
O poder e a riqueza  material assumiram, em pouco tempo, o status de caminho a ser seguido, objetivo a ser conquistado; a criatura humana,  deixa de ser o centro das suas próprias preocupações e, literalmente, passa a viver à margem de suas próprias necessidades, na recém criada sociedade organizada.
Tal realidade persiste até os dias de hoje, tornando-se difícil atuar na reversão deste quadro. Mas, é necessário que a consciência humana se reencontre urgentemente, promovendo o próprio resgate. Não há neste mundo, nada que valha mais do que uma vida humana. Não há um só elemento, nem partícula, ou substância que se mostre mais capaz de transformar esse mundo do que uma atitude, um gesto, uma ação humana.
A gratuidade de nossas ações revela o caráter de nossa existência, que deveria por si só, ser necessária para transformar este mundo em ambiente ideal para a proliferação da vida, para o desenvolvimento da nossa sociedade, com todas as previsíveis maravilhas de modernidade, sempre no horizonte do porvir.
Quando o ser humano colocar-se a frente de suas próprias necessidades, estará dando o primeiro passo para dividir todo o espaço que lhe foi delegado para viver, o qual lhe foi e vem sendo permitido habitar. Podemos comprovar tal afirmação indagando-nos: Ora, de onde surgem os problemas que nos assolam diariamente? Porque andamos atribulados e comprometidos com afazeres que, de fato, não poderemos usufruir no futuro, pois que não gozaremos de saúde física para tal, ao invés de nos debruçarmos sobre gestos que ordenem o nosso modo de viver e conviver uns com os outros?
Eis a resposta para tantos problemas, não estamos de fato nos dedicando a extirpar a fonte, a origem de todos eles, pois que nos dedicamos a satisfação das necessidades materiais, quer sejam imediatas, quer sejam as que nos trazem conforto e sensação de poder, quando deveríamos observar que, enquanto houver um de nós que não chamemos de próximo, de irmão, de semelhante e não pudermos nos sentar juntos, conviver juntos, conversar e, enfim conviver, não seremos Humanidade,  no máximo seremos grupos de humanos, cada qual com seus desejos e necessidades e todos com os mesmos problemas.

( Ulisses Tavares Neves )





segunda-feira, 25 de março de 2013

Ensina-me a viver.



Ensina-me a viver

Diga-me o que fazer
por onde ir
Quando voltar
Mostre-me o que de melhor há
Perdoe-me por tantos erros
Ajude-me se necessário for
Levante-me se eu cair
Acolha-me se eu precisar...
O tempo vai passando
as coisas vão mudando
pessoas vão e vem
E não é que haja interesse
ou algo como uma compensação
O mundo é assim mesmo, Imprevisível!
Não sei, não posso prever o futuro
Posso sim me comprometer
Prometer com responsabilidade, sabe?
Isso eu sei que é possível
Fazer o previsível, o presumível
Pois não poderia somente - Receber
Um dia, espero que não seja necessário
Mas, tenha certeza
Se preciso for
Tudo que fizeste por mim
Acredite, não duvide
Pois é assim que deve ser
Quando há bondade
quando há amizade
Verdadeira é a reciprocidade
Espero poder, hei de fazer!
Com muito prazer
Sem ver pra quê
Farei sim, o mesmo por você.
Desde já obrigado!

( Ulisses Tavares Neves )









quinta-feira, 14 de março de 2013

Contra o Tempo



Perdi a hora
Um contratempo
E quando saí
Nem sei pra onde
Tive a sensação
Entrei no bonde errado
Olhei pro lado
Mas, não conhecia ninguém
O caminho era o mesmo
Agora tudo passava mais rápido
E o receio se foi
Por onde andei
Todo esse tempo?
Nem eu sei
Silêncio ensurdecedor
Na minha lembrança
Havia uma velha conversa
A mesma voz
Dessa vez percebi
Conselhos sábios
E a fuga de todo dia
Já não faz sentido
Busquei sorrisos
Percebi mil e um motivos
Preciosíssimos à parte
Um único já me completa
Quando chego aos mesmos lugares
Meus lugares prediletos
Passo a valorizar
Cada pessoa antiga
Nem por isso amiga
Mas de expressão conhecida
Aceito e entendo
E tem gente por aí dizendo
Mundo complicado
Solução
Durma um pouco mais
Chegue muito atrasado uma só vez
As ruas estarão diferentes
A percepção e a perspectiva
Poderão fazer bem
E talvez você nem se atrase mais
Tudo tem explicação
O martírio nosso de cada dia
Pode virar inspiração
Pode virar arte
Quem sabe uma canção
Ou uma simples poesia.

( Ulisses Tavares Neves )


terça-feira, 12 de março de 2013

Vivendo em erros



Está errado
Tudo errado
Não era esse o lado
O lado em que você está
Era do outro lado
Outra era a direção
A ocasião inoportuna
A hora também
Não era apropriada
De que lado você está?
Pouco importa!
Está errado
Se calada estás
Estás errada
Se sozinha
Estás mal acompanhada
Trabalhas, mas de nada vale
És uma pobre
E diziam
Ai de ti, coitada!
Ajudas, e daí
És como um Judas
E dentro em breve
Serás como ele foi
malhado
Não te enforcarás
A ti sufocarão
E o que caberá ?
O que deverás fazer?
Deverás seguir
Permanecer aos olhos errados
A agir nos teus pecados
De jamais ter atentado
Que ao menor gesto
Já eras julgada
Ou melhor, já estavas condenada
Afinal, arriscar um acerto
A esta altura dos teus erros
Seria mais um engano
Pois se errar é humano
E tu jamais fora perdoada
Com quem andavas?
Posso dizer?
Deixa pra lá
E o que for podre
Que se quebre
Serve e segue.

( Ulisses Tavares Neves )





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Virtudes para vaidosos

Há momentos em que é cedo demais
Não tentamos, seguimos e tudo bem
Até que sentimos
Já é tarde demais para se arrepender
Vamos voltar, queremos voltar
E o caminho contrário já é outro
para muitos, já não tem volta
para outros tanto faz
E tudo está aí
A pedra, a cruz, o punhal
Para que servem?
Tu me dizes!
Eu já não sei
Façamos o seguinte
Peguemos todas as "virtudes"
Atiremos na “fogueira das vaidades”
Com cuidado!
A uma distância segura...
Mas, se a chama crescer
Cada um apague a sua
Nessas horas ninguém quer correr o risco
De se queimar
O calor é insuportável
Na sensação desconfortável
De ter que tratar queimaduras
oriundas do próprio egoísmo
Perceba-se!
Sorria, seu sorriso sem graça!
Ninguém ganha uma guerra sozinho.
( Ulisses Tavares Neves )




( Ulisses Tavares Neves )




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pelo sim e pelo não


Pelo sim e pelo não
Resolvi ficar
Havia um mar ali por perto
E onde há um mar
Tudo fica mais perto
Logo ali tem uma fonte
Uma pedra para se sentar
Tem um renque de árvores
A tarde pássaros passam por lá
E onde há pássaros
Tudo fica mais bonito
Existe um ar de paraíso
E um quê de exotismo
A vida fica diferente
E começamos a perceber
As coisa da terra, do céu e do mar
Então, vai despertando na gente
Uma vontade diferente
De ter história para se contar
E pelo sim e pelo não
Decide-se ir, mas voltar
Pois como dizia Fernando Pessoa:
Navegar é preciso!
E eu digo:
Navegar?
É! preciso.
Há outros lugares
E pelo sim e pelo não
Eu devo acreditar que lá
Tenha um mar, uma pedra, pássaros...
Outras histórias pra se contar.

( Ulisses Tavares Neves )


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ora ora




Tem hora pra tudo
Pra brincar
Pra dormir
Pra acordar
Pra falar sério
Pra ser chato
Pra não ser
Pra se tocar
Sempre é a de viver
Mas, tem aquela
A de ir em boa hora
Ou, simplesmente, ir embora
Tá na minha
Ora ora, quem diria
Oro sim
Sim, senhora!
Não sem hora
Na hora certa
A gente acerta
Um dia
A boa hora.

( Ulisses Tavares Neves )


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Lugares que não irei



Lugares que não irei
povoam ruas e cidades
em cada esquina que passo
não paro e não tenho tempo
lembranças que não terei
pensamentos que não povoarei
mentes, e não dizes a verdade
mentes talvez
incapacidade ou impossibilidade?
leis físicas e materiais
não sei , nunca saberei
talvez
a impossibilidade tem essa morada
o talvez
disso eu sempre soube
nunca duvidei
lugares escondidos
outros que não me interessam
para onde ir afinal?
impossibilidade é mais uma vez
a morada certa do talvez
não gosto de incertezas
por isso não vou ou nunca irei
não sei, enfim, talvez.

( Ulisses Tavares Neves )

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quanto vale um segundo?


E aí, o tempo passou
não parei de novo
pra dizer o que eu queria
pra fazer o que deveria
pra pensar de forma diferente
então as horas foram iguais
tiveram 60 minutos
nem um a mais
amargo esquecimento
fraqueza, preguiça mental
mas nada justifica a minha mesmice
acho que me acostumei
ou na verdade
nada disso me incomoda
porque por trás de tudo isso
tem um caminho que só eu conheço
e cada passo dado
ou cada tropeço
sempre me levaram pra frente
então o tempo passou
decidi ouvir e falar o que era necessário
pra quem quisesse me ouvir
pra quem me desse esse privilégio
decidi fazer o que era necessário
não necessariamente o que devia
assim as horas têm virado dias
meses multiplicaram-se e viraram anos
mas o que vale ouro
é cada segundo
nem mais nem menos.






terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Portas Abertas.



Eu não quero cantar
não quero dançar
não posso parar a música
nem apagar a luz
não posso convencer a cada um
nem quero!
quero poder e posso ir embora
quero poder e posso pedir licença
posso até sair sem pedir
Apenas quero poder ir
ter opção de partir
se o ambiente for estranho
ou se eu for
não vou ficar sentado
tenho receio e medo
de me sufocar ou de ser sufocado
mas não quero ser traído
perigo não tem amigo
perigo não tem pai, mãe ou filho
perigo é um perdido
que ninguém quer encontrar
é simples o meu pedido
já vivemos um sufoco
se for para fechar portas
feche-nas para o perigo
pois a noite pode ser longa
mas sempre tem alguém esperando
deixe-me ir agora
quero sempre ir e vir
outro dia eu canto e danço
exercendo o meu direito
de sempre poder voltar
tem gente que precisa saber
o verdadeiro significado da expressão
"A casa abrirá as portas"
mais do que portas
portas abertas, por favor!
portas abertas

(Ulisses Tavares Neves)






sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Vagas de loucura




Vaga minha lembrança
Paisagem sem vento
Calmaria
Vagas desse mar calmo
Com cenário atormentado
Silencioso
Temeroso oceano maravilhoso
Temerária navegação segura
Anoitece
Meus mapas precisos
Não apontam direções
Amanhece
O paraíso não aparece
Nem vai aparecer
Náusea
Mas ouve-se um grito
Terra à vista!
Contentamento
Vou fincar a bandeira
Conquistar e manter
Entusiasmo
Não olharei mais para o teto
Pelo menos esta noite
Decisão
Não pretendo continuar
Mas é inevitável
Enlouquecer.





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cegueira Temporária


A aventura na materialidade
é esta cegueira temporária
são incompreensões e intolerâncias
conspirações e armadilhas
nos defendemos uns dos outros
Neste mundo em que já disseram:
" Viver é a arte do possível "
E o impossível é sempre inesquecível
é sonho, é desejo incansavelmente inalcançável
é perder mil vezes a mesma oportunidade
para poder se encontrar uma vez
e começar a perceber
o quão difícil é se desvencilhar
Pois a vaidade é uma coisa assim
Vai a idade surgem umas
Surgem as rugas, enfim
Outras se vão sem mais utilidades
meras futilidades
e com toda certeza ficarão algumas
isso é ego, não egoísmo
ao descobrirmos o verdadeiro
sentido das coisas
o significado das palavras
a verdadeira beleza
a verdadeira grandeza
quais gestos  podem ser
chamados de nobres
o que é digno de pena
e também o que não é
e o que não é dogma
é apenas fé
no mais tudo é imprevisível
A matéria e o etéreo
um enlace invisível
neste mundo material
onde tudo o que restar
é, foi e sempre será perecível.

(Ulisses Tavares Neves)




domingo, 13 de janeiro de 2013

Sinapses e Vagalumes




O meu olhar desfocado
encontra nas luzes da noite
um vagalume desorientado
neste voo alto
círculos e espirais parecem descrever 
aquilo que poderia ser comparado
a maior das odisseias espaciais
ao menos para mim
e para o minúsculo ser 
é apenas mais um voo com sobressaltos
sei que ele não deve saber
que surgiu entre faróis
entre inúmeras luzes
de janelas, de postes
E pasmem todos nós
Fez-se capaz de ser distinguido
entre as estrelas
entre mundos e vários sóis
seus movimentos rápidos
do meu ponto de vista
seu breve lampejo
tão ao alcance de todos
um belo exemplo
de repente era meu desejo
vida longa ao vagalume!
E mais uma vez pensei
vida longa ao vagalume!
ele se foi...
como podem ser longos
breves mas iluminados segundos.

(Ulisses Tavares Neves)

As três irmãs os três corações

       Eu estava fazendo uma postagem quando fui surpreendido pela minha sobrinha Raíssa, de apenas 6 anos. Ela me perguntou o que eu estava fazendo, respondi que estava criando uma poesia, foi quando ela perguntou se ela poderia escrever também. Uma grata satisfação! Como forma de incentivar essa pequena mente brilhante...boa leitura!
(Ulisses Tavares Neves)





As três irmãs
os três  corações
Fernanda, Flávia e Marcela
sinto muito amor por elas
O Pensamento pode estar lá no céu
pode estar aqui  na terra.
Sempre juntas com DEUS.
Fazendo BEM e ALEGRIA
isso não é fantasia
É o que eu penso
É amor de verdade.

(Raíssa Martins)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Ridículo ser perfeito



Foi na decepção que percebeu
Que mesmo amarelo
O sorriso era seu
A alegria ganhou vigor
Rir de quê?
Perceber o seu ridículo ser
Ser ridículo!
melhor quando não se percebe
Deixou de lado a decepção
Teve razão e certeza
As vezes é bom errar
Isso faz parte de ser perfeito
E quem pergunta hoje
Quem é você?
Tem como resposta
Ser perfeito ridículo
Ou ridículo ser perfeito
Pra mim tanto faz.

(Ulisses Tavares Neves)