domingo, 23 de maio de 2010
O destino
O destino mostra
Ganha quem aposta
Aposentado não morre cedo
A alma é que se desgosta
Emprego não é sucesso
Este é o seu reflexo
Fumar não é o mal
A ignorância é o maior pecado
Amar não é escolha
O amor é a lei da vida
Brigamos para pedir desculpas
A humildade deveria ser orgulho
(Isto todos sabem que tem)
E teríamos orgulho
De ser humildes
A verdade não poderia ser vergonha
nem a honestidade uma condição
Conquistas nunca são baratas
Por isso amizade custa caro
E quando se alcança o preço
Torna-mo-nos irmãos
A alegria dura pouco
Mas quem tem boa memória
Vive mais feliz
Ou mais triste?
Feliz, triste, feliz...
Sorria você não está sendo filmado
Se estivesse poderia ficar mais famoso
Isso poderia ser bom
Mas eu já falei em sucesso.
Ulisses Tavares Neves
terça-feira, 18 de maio de 2010
O imaginário
Encontrar o metal
Borbulhar o sangue
Ver o limiar
acender o silêncio
tombar e tombar
Muros e portas
Tomar de si um abandono
achar a volta
encontre-me a chuva breve
encantado com o sol poente
olhos baixos e atentos
dormentes, mentes se vão
vagão de trem
distantes estão
as mãos e o doce sabor
a flor e o sonho
o medo, o resto, o rosto
Torto, reto o bastante
embalsamados os quase loucos
os séculos já completos
os séquitos do diamante
brilhantes teorias
desencontros tantos
tamanho é qualidade da dor
aqui confundindo segredos
a mágoa nem pestanejou
abre-se o peito
a camisa está rasgada
foi-se o homem
o corpo ficou
havia poeira nos cantos.
A felicidade não pode ser deste mundo.
Borbulhar o sangue
Ver o limiar
acender o silêncio
tombar e tombar
Muros e portas
Tomar de si um abandono
achar a volta
encontre-me a chuva breve
encantado com o sol poente
olhos baixos e atentos
dormentes, mentes se vão
vagão de trem
distantes estão
as mãos e o doce sabor
a flor e o sonho
o medo, o resto, o rosto
Torto, reto o bastante
embalsamados os quase loucos
os séculos já completos
os séquitos do diamante
brilhantes teorias
desencontros tantos
tamanho é qualidade da dor
aqui confundindo segredos
a mágoa nem pestanejou
abre-se o peito
a camisa está rasgada
foi-se o homem
o corpo ficou
havia poeira nos cantos.
A felicidade não pode ser deste mundo.
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