terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Virtudes para vaidosos

Há momentos em que é cedo demais
Não tentamos, seguimos e tudo bem
Até que sentimos
Já é tarde demais para se arrepender
Vamos voltar, queremos voltar
E o caminho contrário já é outro
para muitos, já não tem volta
para outros tanto faz
E tudo está aí
A pedra, a cruz, o punhal
Para que servem?
Tu me dizes!
Eu já não sei
Façamos o seguinte
Peguemos todas as "virtudes"
Atiremos na “fogueira das vaidades”
Com cuidado!
A uma distância segura...
Mas, se a chama crescer
Cada um apague a sua
Nessas horas ninguém quer correr o risco
De se queimar
O calor é insuportável
Na sensação desconfortável
De ter que tratar queimaduras
oriundas do próprio egoísmo
Perceba-se!
Sorria, seu sorriso sem graça!
Ninguém ganha uma guerra sozinho.
( Ulisses Tavares Neves )




( Ulisses Tavares Neves )




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pelo sim e pelo não


Pelo sim e pelo não
Resolvi ficar
Havia um mar ali por perto
E onde há um mar
Tudo fica mais perto
Logo ali tem uma fonte
Uma pedra para se sentar
Tem um renque de árvores
A tarde pássaros passam por lá
E onde há pássaros
Tudo fica mais bonito
Existe um ar de paraíso
E um quê de exotismo
A vida fica diferente
E começamos a perceber
As coisa da terra, do céu e do mar
Então, vai despertando na gente
Uma vontade diferente
De ter história para se contar
E pelo sim e pelo não
Decide-se ir, mas voltar
Pois como dizia Fernando Pessoa:
Navegar é preciso!
E eu digo:
Navegar?
É! preciso.
Há outros lugares
E pelo sim e pelo não
Eu devo acreditar que lá
Tenha um mar, uma pedra, pássaros...
Outras histórias pra se contar.

( Ulisses Tavares Neves )


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ora ora




Tem hora pra tudo
Pra brincar
Pra dormir
Pra acordar
Pra falar sério
Pra ser chato
Pra não ser
Pra se tocar
Sempre é a de viver
Mas, tem aquela
A de ir em boa hora
Ou, simplesmente, ir embora
Tá na minha
Ora ora, quem diria
Oro sim
Sim, senhora!
Não sem hora
Na hora certa
A gente acerta
Um dia
A boa hora.

( Ulisses Tavares Neves )


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Lugares que não irei



Lugares que não irei
povoam ruas e cidades
em cada esquina que passo
não paro e não tenho tempo
lembranças que não terei
pensamentos que não povoarei
mentes, e não dizes a verdade
mentes talvez
incapacidade ou impossibilidade?
leis físicas e materiais
não sei , nunca saberei
talvez
a impossibilidade tem essa morada
o talvez
disso eu sempre soube
nunca duvidei
lugares escondidos
outros que não me interessam
para onde ir afinal?
impossibilidade é mais uma vez
a morada certa do talvez
não gosto de incertezas
por isso não vou ou nunca irei
não sei, enfim, talvez.

( Ulisses Tavares Neves )