quinta-feira, 24 de maio de 2012

Assim caminha a humanidade.


Eu erro
Tu erras
Ele erra
Nós perdoamos
Vós perdoais
Eles perdoam

(Ulisses Tavares Neves)
Sabe de uma coisa? As vezes eu concordo com a expressão: "...e ser for perfeito, não é desse Mundo!" ( Ulisses Tavares Neves )

terça-feira, 22 de maio de 2012



"Através da violência você pode matar um assassino, mas não pode matar o assassinato. Através da violência você pode matar um mentiroso, mas não pode estabelecer a verdade. Através da violência você pode matar uma pessoa odienta, mas não pode matar o ódio. A escuridão não pode extingüir a escuridão. Só a luz pode."
 (Martin Luther King Junior)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sabedoria e silêncio.

"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King


Tenho visto várias pessoas defenderem a idéia de que o silêncio é a prova da sabedoria, que o verdadeiro sábio ou sábia é quem observa muito e fala pouco. Em minha humilde opinião isso é um dos grandes equívocos da sociedade atual, prova da confusão de idéias e conceitos, e que tende a dominar grande parte da população que conformada com seus status quo não percebe que sem comunicação, sem diálogo e sem discussões o caos será uma certeza.
A sabedoria de nada valerá se ficar trancada em bibliotecas, em livros fechados, escravizada em vontades de poderosos e em bocas caladas. A sabedoria na maioria das vezes é a capacidade de discernir a melhor opção a ser tomada, é agir com inteligência e acerto, guiando-se o indivíduo por valores positivos, inteligência e porque não dizer com bondade. Desta forma, o silêncio poderá ser uma das ações a serem tomadas com acerto, mas não foi, não é e jamais será a expressão maior da aludida sabedoria.
O silêncio é resposta quando se deseja remediar, quando falar pode significar atrito desnecessário, quando já foram esgotados os argumentos e não há mais nada a ser considerando. Não havendo mais o que melhorar, o que acrescentar de positivo, o silêncio será o caminho natural, do contrário será apenas ruído.
Mas, o homem que silencia e retém o conhecimento, que não argumenta, não apresenta valores, não apazigua situações difíceis, não discute soluções, não possui a verdadeira sabedoria, possuirá sim o conhecimento e a cultura, mas não passará de um egoísta, tão inútil que não poderá ser comparado mesmo ao nada, pois o nada ao menos pode ser pronome indefinido e advérbio. Entretanto, o sábio calado, em uso da sua sabedoria, só (e somente só) será um sábio calado, quer seja para impedir desavenças, ou não desperdiçar argumentos, tempo e evitar prejuízos.
Não admita ser manipulado por interesses de grupos na sociedade, não se cale diante da injustiça, da indiferença, da desigualdade, da desarmonia, do descenso, do descaso, do descaminho, do descontrole, do desencanto, do desprezo, do desmando, do desânimo, do despreparo, do desrespeito, enfim nunca se cale diante do desafio que é viver bem e em paz!

domingo, 20 de maio de 2012



"Os homens podem dividir-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar."
( Sêneca )
“- Conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo.
Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém.
Nunca fez outra coisa senão contas. E o dia todo repete, como tu: ‘Eu sou
um homem sério! Eu sou um homem sério!’ E isso o faz inchar-se de
orgulho. Mas ele não é um homem, é um cogumelo! (...)
Antoine Saint-Exupéry

Olhar pro céu de vez em quando.

por Ulisses Tavares, domingo, 20 de Maio de 2012 às 01:04 ·
Um homem olhava para o céu, sem saber aonde ir. Decidiu ir até as estrelas. Não sabia como subir até lá, não havia nada por perto que fosse tão alto ou que o levasse. Então, decidiu caminhar em direção à elas. Olhos fixos no céu, passo a passo foi cada vez mais longe, sem que percebesse já estava longe para poder voltar.
Alguns tombos e contra tempos, faziam variar a direção, aprendeu a olhar aonde pisava e a deixar marcas por onde passava. Foi quando viu um pássaro, uma estrela cadente e nuvens indo para outros lugares, várias direções. Aprendeu que havia outra dimensão que não estava ao seu alcance, era necessário aprender a voar para realmente saber aonde ir.
Ele tentou e conseguiu, mas não o suficiente para chegar aonde queria. Nessas horas, o céu parece não ter limites, já o chão tem sempre um caminho. Assim, decidiu continuar observando o espaço e se sentiu sozinho, silencioso e terráqueo. Concluiu - Era necessário haver alguém, ou um lugar, para que se pudesse ir e conversar, para não estar sozinho e ter outro nome, quem sabe até ter vindo de lá desse lugar.
O espanto diante do infinito deve-se ao fato de sermos finitos, temporais, limitados. Somos pequenos demais em existência, em matéria e energia. Olhando para o espaço, o homem percebeu que o conceito de eterno, talvez permita solucionar o infinito, e não sendo capaz de eternizar-se decidiu criar o relativo, conceito dimensionado em tempo, espaço e velocidades.
Cansado e incompreendido na parte que lhe cabe no universo, este homem relativo transforma-se em inteligência, evolui e perde o seu egoísmo, decide dividir o que sabe e espalhar a sabedoria em forma de ciência, e em suas lacunas, sabiamente decide aceitar a existência Divina. Descoberto o princípio e o fim de todas as coisas, resta ao homem olhar para o seu próprio mundo, o mundo dos homens.
Agora, dedicado ao mundo dos homens ele descobre que lhe faltou os pés no chão, pois haviam semelhantes seus, mais preocupados em reter e deter os poderes, decidindo a vida simples em morte e permissão para seguir vivendo, às custas de meras vontades ditadas pelo supostamente novo. Foi assim que de sua ciência e sua fé olhou pro céu e para as estrelas, pensou em quem mais temia e com humildade pediu: Senhor perdoa! Eles não sabem o que fazem.
Aquele homem nos ensinou que é preciso comungar das riquezas, das pobrezas, dos sonhos, da solidão, da miséria, da inteligência, dos avanços e retrocessos, e no fim de tudo, ainda sermos humildes e nunca nos esquecermos de pedir perdão pelos que ficarão pelos caminhos de suas próprias vaidades.

Ulisses Tavares Neves

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida." 

Clarice Lispector

O que a maionese faz com as pessoas.

por Ulisses Tavares, domingo, 20 de Maio de 2012 às 02:17 ·
Houve um tempo em minha vida no qual tudo aquilo eu ia comer e o sabor não me agradava, tinha uma solução infalível – Colocar maionese! Isso mesmo! Era como mágica. Tudo ficava melhor com uma colher desta iguaria, tempero, sei lá!
Entretanto, descobri que havia um risco enorme no consumo exagerado da maionese, só malefícios, e acabou-se o que era, digamos,prazeroso. Depois , veio a possibilidade do retorno, as “viagens” na maionese eram oportunidades de errar e não ser sancionado, até mesmo de ser engraçado.
Contudo, o tempo passa e aprendemos que a vida não é filme e nem brincadeira, e pôr os pés no chão é o melhor a se fazer. E foi assim que eu percebi que o problema não está na maionese, está nas consequências dos excessos e nos descaminhos, na falta de foco, e na ignorância em seu sentido mais amplo.
Não importa quem vai te ensinar, ou ajudar. O importante é perceber o que fazer com tudo aquilo que você vai aprender. Assim, ou você vai morrer de infarto, ou vai passar o resto da vida vagando sem destino, ou vai fazer um “texto viajante” para explicar como as coisas mudam, melhoram, enfim, evoluem.
Viu só? Com um pouco de experiência não haverá mal algum em se falar sério, usando para isso um antigo hábito, uma mania,  e ter prazer em compartilhar meu gosto por uma porção de maionese.
Ulisses Tavares Neves

sábado, 19 de maio de 2012

Reis e Rainhas


Reis e Rainhas
São o que são
Toda realeza ou uma canção
Vitórias, Golfinhos, Dragões
Condutores de sonhos por gerações
Decapitados e glorificados
No centro de tudo e reduzidos a nada
Rainhas e Reis
Joãos e Marias
Castelos e riquezas
Casebres  e trapos
Depende do reino
Dependo do sonho
Da ideologia e do povo - o abandono
Quem falha são Reis e Rainhas
Vítimas de si mesmos
Quem sofre ?
Depende do reino
Dependo do sonho
Da ideologia e do povo - o abandono
Depende do Rei
Depende da Rainha
Quem é senhor do seu destino?
Cada um em seu reino
Cada rei e cada rainha.

Ulisses Tavares Neves