por Ulisses Tavares, domingo, 20 de Maio de 2012 às 01:04 ·
Um
homem olhava para o céu, sem saber aonde ir. Decidiu ir até as
estrelas. Não sabia como subir até lá, não havia nada por perto que
fosse tão alto ou que o levasse. Então, decidiu caminhar em
direção à elas. Olhos fixos no céu, passo a passo foi cada vez mais
longe, sem que percebesse já estava longe para poder voltar.
Alguns tombos e contra tempos, faziam variar a direção, aprendeu a olhar aonde pisava e a deixar marcas por onde passava. Foi quando viu um pássaro, uma estrela cadente e nuvens indo para outros lugares, várias direções. Aprendeu que havia outra dimensão que não estava ao seu alcance, era necessário aprender a voar para realmente saber aonde ir.
Ele tentou e conseguiu, mas não o suficiente para chegar aonde queria. Nessas horas, o céu parece não ter limites, já o chão tem sempre um caminho. Assim, decidiu continuar observando o espaço e se sentiu sozinho, silencioso e terráqueo. Concluiu - Era necessário haver alguém, ou um lugar, para que se pudesse ir e conversar, para não estar sozinho e ter outro nome, quem sabe até ter vindo de lá desse lugar.
O espanto diante do infinito deve-se ao fato de sermos finitos, temporais, limitados. Somos pequenos demais em existência, em matéria e energia. Olhando para o espaço, o homem percebeu que o conceito de eterno, talvez permita solucionar o infinito, e não sendo capaz de eternizar-se decidiu criar o relativo, conceito dimensionado em tempo, espaço e velocidades.
Cansado e incompreendido na parte que lhe cabe no universo, este homem relativo transforma-se em inteligência, evolui e perde o seu egoísmo, decide dividir o que sabe e espalhar a sabedoria em forma de ciência, e em suas lacunas, sabiamente decide aceitar a existência Divina. Descoberto o princípio e o fim de todas as coisas, resta ao homem olhar para o seu próprio mundo, o mundo dos homens.
Agora, dedicado ao mundo dos homens ele descobre que lhe faltou os pés no chão, pois haviam semelhantes seus, mais preocupados em reter e deter os poderes, decidindo a vida simples em morte e permissão para seguir vivendo, às custas de meras vontades ditadas pelo supostamente novo. Foi assim que de sua ciência e sua fé olhou pro céu e para as estrelas, pensou em quem mais temia e com humildade pediu: Senhor perdoa! Eles não sabem o que fazem.
Aquele homem nos ensinou que é preciso comungar das riquezas, das pobrezas, dos sonhos, da solidão, da miséria, da inteligência, dos avanços e retrocessos, e no fim de tudo, ainda sermos humildes e nunca nos esquecermos de pedir perdão pelos que ficarão pelos caminhos de suas próprias vaidades.
Ulisses Tavares Neves
Alguns tombos e contra tempos, faziam variar a direção, aprendeu a olhar aonde pisava e a deixar marcas por onde passava. Foi quando viu um pássaro, uma estrela cadente e nuvens indo para outros lugares, várias direções. Aprendeu que havia outra dimensão que não estava ao seu alcance, era necessário aprender a voar para realmente saber aonde ir.
Ele tentou e conseguiu, mas não o suficiente para chegar aonde queria. Nessas horas, o céu parece não ter limites, já o chão tem sempre um caminho. Assim, decidiu continuar observando o espaço e se sentiu sozinho, silencioso e terráqueo. Concluiu - Era necessário haver alguém, ou um lugar, para que se pudesse ir e conversar, para não estar sozinho e ter outro nome, quem sabe até ter vindo de lá desse lugar.
O espanto diante do infinito deve-se ao fato de sermos finitos, temporais, limitados. Somos pequenos demais em existência, em matéria e energia. Olhando para o espaço, o homem percebeu que o conceito de eterno, talvez permita solucionar o infinito, e não sendo capaz de eternizar-se decidiu criar o relativo, conceito dimensionado em tempo, espaço e velocidades.
Cansado e incompreendido na parte que lhe cabe no universo, este homem relativo transforma-se em inteligência, evolui e perde o seu egoísmo, decide dividir o que sabe e espalhar a sabedoria em forma de ciência, e em suas lacunas, sabiamente decide aceitar a existência Divina. Descoberto o princípio e o fim de todas as coisas, resta ao homem olhar para o seu próprio mundo, o mundo dos homens.
Agora, dedicado ao mundo dos homens ele descobre que lhe faltou os pés no chão, pois haviam semelhantes seus, mais preocupados em reter e deter os poderes, decidindo a vida simples em morte e permissão para seguir vivendo, às custas de meras vontades ditadas pelo supostamente novo. Foi assim que de sua ciência e sua fé olhou pro céu e para as estrelas, pensou em quem mais temia e com humildade pediu: Senhor perdoa! Eles não sabem o que fazem.
Aquele homem nos ensinou que é preciso comungar das riquezas, das pobrezas, dos sonhos, da solidão, da miséria, da inteligência, dos avanços e retrocessos, e no fim de tudo, ainda sermos humildes e nunca nos esquecermos de pedir perdão pelos que ficarão pelos caminhos de suas próprias vaidades.
Ulisses Tavares Neves

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