quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É Natal?

É Natal?





Dezembro de 2010. Natal. Mais um natal! Não sei dizer o que se passa ou se ainda está chegando a hora de, realmente, sentir aquela energia, o amor de Jesus, os sinos, o tom melancólico nos telejornais, as campanhas para assistência aos carentes, o que se fez ou não se fez, enfim.

Por enquanto, a preocupação parece distante do Natal. O que se quer é especular acerca do futuro do mundo, principalmente o econômico, diante das mudanças dos blocos, dos focos e das políticas mundiais, até se fala menos do Afeganistão, do Irã, da Coréia, e até mesmo esquecemos do Complexo do Alemão.

Onde andará o Natal? Na cabeça da Dilma ou no discurso do Lula? Na dor de cabeça do Serra, nas pretensões do Sérgio Cabral, na articulação de Aécio Neves, no futuro de Tiririca? Sabe-se lá! Por enquanto, vi uma matéria sobre os cuidados que se deve ter nos locais de aglomeração e compras, como a 25 de março, nos Shoppings, nas saídas de banco.

Pensei no natal das vítimas da violência urbana, das vítimas dos assaltos, das “balas perdidas”, daquele torcedor que morreu em Minas Gerais. Será que vai estar no Céu? Também pensei nos mais de 200.000 mortos em terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e demais desastres naturais. Faço votos de que realmente “tenham todos passado desta para melhor”.

Espero que ainda dê tempo de viver o momento natalino antes da ceia de natal, para que possamos nos irmanarmos na “psicosfera” de paz que deveria envolver o planeta, no amor ao próximo, na caridade, na indulgência, na fé cristã, na paz e no perdão, pois estes são os traços que diferenciam os homens das criaturas, e só assim é possível ter o resultado esperado, ou seja, a especulada evolução.

Continuo esperando, certo de que uma hora seremos surpreendidos pelo sentimento natalino. Mas, enquanto o Natal tem o seu significado ludibriado pela esperança imediatista de dias melhores, enaltecidas a cada instante pelos especuladores e candidatos a “Gurus” de plantão, ávidos por profetizarem a chegada do milagre econômico, acho mesmo melhor torcer para que estes dias cheguem logo, pois assim realmente ouviremos, enfim, em todos os canais, em todas as frequências, em todos os sites e em todos os demais tipos de mídias novas ou velhas, os mais sinceros votos de Feliz Natal!





sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobre ondas, mar e areias...




Sobre ondas, mar e areias...


Acho que ouvi algo sobre as ondas...
Como a felicidade e a tristeza vêm e vão
Vi a praia banhada pelo mar da alegria
A felicidade encharcava as areias
Um mar a dar a impressão de tranquilidade
O vento e o luar dizem que mudam a maré
Também as estações
A onda que vem agora é forte
arrebenta nas areias
todos fogem de lá
A alegria, a tranquilidade
E só sobraram... as areias
Coadjuvantes no cenário
Mas o bastante fortes
Para suportar as mudanças
Absorver os impactos
Até mudar o dia
Mudar o vento, a lua e as estações
Ao abrandarem-se as revoltosas águas
surgem conchas, algas e algo mais
A alegria que parece permanecer sobre as ondas
Flutuando...volátil...efêmera
Espalha-se ao redor da praia
Olhos fitos no vai e vem
A água a se misturar
As areias aquecendo-se ao sol
A felicidade a se evaporar
O mar de ressaca
Vem chorar novamente
Nos ombros das areias
Que emprestam mais uma vez
A felicidade flutuante
que o mar veio buscar
Perfeita simbiose
Sem egoísmo
Permeada de ensinamentos
Tudo tem o seu tempo
Tudo tem o seu tempo

Ulisses Tavares Neves