Encontrar o metal
Borbulhar o sangue
Ver o limiar
acender o silêncio
tombar e tombar
Muros e portas
Tomar de si um abandono
achar a volta
encontre-me a chuva breve
encantado com o sol poente
olhos baixos e atentos
dormentes, mentes se vão
vagão de trem
distantes estão
as mãos e o doce sabor
a flor e o sonho
o medo, o resto, o rosto
Torto, reto o bastante
embalsamados os quase loucos
os séculos já completos
os séquitos do diamante
brilhantes teorias
desencontros tantos
tamanho é qualidade da dor
aqui confundindo segredos
a mágoa nem pestanejou
abre-se o peito
a camisa está rasgada
foi-se o homem
o corpo ficou
havia poeira nos cantos.
A felicidade não pode ser deste mundo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário