sexta-feira, 27 de junho de 2008
Rosas de Bagdá
Nunca me esqueci da rosa
Da rosa que mostrou ao mundo
O poder da destruição
Vinícius estava vivo e viu
Deu-nos a mensagem
“Nunca se esqueçam da Rosa de Hiroshima”
Hoje vimos novas rosas
As de Bagdá são diferentes
Não são atômicas
Mas também matam gente
Provocam quase nada
São de precisão cirúrgica
Não sou Vinícius de Moraes
Por isso não enxergo nelas uma música
Para mim, elas são imorais
Seu argumento é causar mortes
Para conquistar a paz
Argumento infalível
Para quem ou para quê?
Quisera eu que Deus viesse
E mostrasse a eles
Que a vida é o argumento
O respeito é a solução
Mas está mesmo em nossas mãos
Esperemos pelo futuro
E pela resposta
Se houve vitória, glória ou só vergonha...
Nunca esperei tanto
Pelo dia de amanhã.
ULISSES TAVARES NEVES
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