quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O inquilino se torna prisioneiro
Quando a moradia impõe
O vínculo perpétuo
Aí se aprende a dar adeus
A quem passa
Bom dia
A mesma paisagem
Como forma conformada
De não mais lutar contra
Vencido pelo cansaço
Rotulado e envelhecido
Como o que é obrigado a parar
Porém, o saudosismo é epitáfio
Na lápide da própria memória desistente
E mesmo demente quero me lembrar...

"A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insuspeitados e seu carácter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois da sua morte. (Millôr)"

Passará o tempo, as águas
Pessoas com medo da chuva
Horas e horas extras
Vividas ou não
Cada qual com o seu valor
São pensamento livres
De um espirito encarcerado
Até que o dia seja o mais breve possível.

(Ulisses Tavares Neves)

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