quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A Natureza de Cada Um
A minha natureza é viva
Também é um pouco torta
Esforça-se para sobreviver
Banhada por um mar de alegria
Cujas ondas explodem nas areias da fantasia
A minha natureza tem um quê de agonia
Respira um ar carregado de sonhos
E vê passar bandos de pássaros em migração
Como ideias que mudam
E seguem uma outra direção
Rumo sempre a um novo encontro
A minha natureza não esquece nem abandona
Transforma, não se perde, embora devaneie
Quase sempre durante as madrugadas
E na confusão de céu, nuvem e estrelas
De sol nascendo e sonhos morrendo
De todas as manhãs, mesmo as que não acordo
É que me percebo vivo
E com mil razões para viver
Eu sou assim mesmo
viva a sua natureza
Ou então se deixe morrer.
(Ulisses Tavares Neves)
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