Como um conquistador
sorria diante de tudo
julgava ser tudo seu
enlouquecia aos poucos...
Diante de todo mundo
só via o mundo todo a ser conquistado
Não sabia dos perigos
da frustração de terminar sozinho
afogado em suas mágoas.
Como numa ilha deserta
errar era assim
possível e permitido
para si próprio era algo necessário
Querer ser mais do que era
Ter mais do que precisava
E agora? Não há ilha!
Diante de um mundo novo
Percebe-se a perda de tempo
Diante da solidão
Semblante sem sorrisos
Um desespero no peito
agora não era nada perfeito
tornou-se pretérito
o "mais que perfeito"
Seu mundo fora!
era necessário acertar
definir os caminhos
Apressar o passo
Achar todo o tempo que se perdeu...
Começou por entender que nunca é tarde
Sempre é hora de mudar para melhor
E resolveu mudar um antigo ditado:
"Antes mal acompanhado do que só!"
Quem sabe ao certo quem será a boa companhia?
Sorrindo, abandonou a vaidade
Hoje é visto andando por aí
E a todos cumprimenta,
E obtém a mesma resposta: Bom dia!
Afinal "Gentileza gera gentileza"*
(Ulisses Tavares Neves)
Nota: Este texto não se refere a vida e a obra do autor da frase citada, a expressão foi usada no sentido de homenagear a atitude da GENTILEZA que deve prevalecer no relacionamento humano, em determinadas ocasiões da vida cotidiana, em nossa sociedade.
*Expressão utilizada por José Datrino, mais conhecido como profeta Gentileza (Cafelândia, São Paulo, 11 de abril de 1917 — Mirandópolis, São Paulo, 28 de maio de 1996) foi uma personalidade urbana carioca, espécie de pregador, que se tornou conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares sob um viaduto no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.
"Gentileza gera gentileza" é sua frase mais conhecida.[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Profeta_Gentileza,
[1] Artigo publicado na SciELO formato PDF (Fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Profeta_Gentileza )
Mais informações sobre José Datrino em : http://oimpressionista.wordpress.com/museu-virtual-gentileza/

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