sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Consciência

As vezes não me reconheço
Nem diante de mim mesmo
E essa dependência da felicidade
Uma compulsão pela alegria
Quem é que não vive assim?
Seria fácil viver assim
Ninguém vive para ser feliz
E sim feliz por estar vivo
Olhe para todos os lados
O que você vê?
Como não enlouquecer?
Estamos imersos nesses gases
Sem poder sair desse chão
Nessa atmosfera sonora
De imperfeições pulsantes
Intoxicados por valores ditados
Aceitos sem discussão
O tempo não passa
Ele sempre volta
A roda das frustrações históricas e existenciais
Que mesmo assim por seus meandros
Espalham alguma evolução
Ignorantes de nós mesmos
Nos desrespeitamos e agredimos a tudo
Seculares delinqüentes juvenis, diante da eternidade?
Um segundo pode parecer a solução
Mas é o tempo que leva para se arrepender
Eu só queria poder me livrar da loucura
Sem que para isso tivesse que prejudicar alguém
Por um segundo e por uma vida.

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