domingo, 24 de agosto de 2008

Sublime é o silêncio



Sublime é o silêncio

Diante do vazio
O silêncio me torna culpado
Mas são os seus olhos
Pelas suas mãos
Que possível se faz
Ganhar um perdão
Prefiro ficar de pé
Fechar os olhos
Mas olhar pra frente
Mesmo que a fé não se mostre
Furtiva, que vá! Ainda que volte
Em cada momento vivido
Quando distraído
Volto a ter bondade
Volto a sorrir com sinceridade
Arriscando-me a dar conselhos
Como por inspiração
Por um canal sintonizado
Que se não diz tudo
Também não cabem meias verdades
Não cabem vaidades
Só o que é fruto, semente e pão
Bons ventos os tragam,
Amigos do peito!
Invadam o vazio
Imperceptíveis como o silêncio
Resgatem culpados e inocentes
Dando-nos a convicção
Que estar sozinho
Nem sempre é solidão.

Ulisses Tavares Neves

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