Rio que me viu nascer
Já tens dono em verso e prosa
Incomparáveis e únicos
O que me sobra agora?
Sonhar com a paz
Das ruas e das madrugadas
De todas as horas
Dos fins de semana
Pra ver passar a musa
Vagarosamente
Como a bossa nova
Rio que balança com as ondas
E por isso nos faz gingar
Como ninguém
E chiar como brumas do mar
Explodir, incomum, ir , voltar...
Dia após dia
Aos olhos atentos
Braços abertos
Pronto pra nos abraçar
Olhando do alto
E lá do Céu, das estrelas
Rio que cariocas amamos
Como um ente querido
Onde quer que estejamos
Orgulhosos te olhamos
E podemos dizer sem medo
Rio que saudade de você!
Ulisses Tavares Neves

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